Psicanálise – morte e ressurreição – Palestra no Instituto de Psiquiatria do HC

Psicanálise – morte e ressurreição

Palestra realizada no evento “II Curso Psiquiatria para não psiquiatras”, promovido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 05/03/2016

Sérgio Telles

Psicanálise, morte e ressurreição, tema que nos foi proposto, aponta para o refluxo sofrido pela psicanálise nas últimas décadas, abalando o papel de proeminência que ela ocupava tanto na psiquiatria e como na cultura de modo geral.
Iniciarei falando de sua relação com a psiquiatria. Para entendê-la precisamos falar da história dessas disciplinas. Como é algo muito extenso, farei um recorte com o que interessa mais diretamente a nosso tema.
Durante muitos anos, o preconceito contra a doença mental ocorria dentro da própria medicina e a psiquiatria era ali desvalorizada e desprestigiada. Seu saber foi constituído, inicialmente, pelos grandes mestres europeus dos séculos 18 e 19, que descreveram e classificaram as doenças mentais, distinguindo as de origem orgânica e as psicogênicas. Para ambas, a psiquiatria oferecia poucos recursos terapêuticos. As descobertas de Freud ocorreram na virada do século 19 para o 20, estabelecendo a existência do inconsciente, dimensão do psiquismo até então ignorada. Mostrava que os sintomas, assim com os sonhos, expressavam de forma simbólica, deslocada e condensada, conflitos internos derivados de experiências vividas pelo paciente, que necessitam ser interpretados para serem compreendidos. Após uma inicial rejeição, a psicanálise foi integrada à psiquiatria, que a viu como uma valiosa contribuição, fornecendo elementos nosográficos, uma etiologia psicogênica e uma terapêutica para diversos distúrbios mentais, especialmente as neuroses. Essa integração foi particularmente bem sucedida nos Estados Unidos, chegando ao auge entre os anos 50 e 70. Sua importância era tanta que influenciou diretamente a feitura dos dois primeiros manuais de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, os DSM. Tudo mudou em 1973, quando forças-tarefa da APA foram organizadas com o objetivo especifico de estabelecer novos parâmetros diagnósticos e aproximar a psiquiatria da medicina, daí resultando o DSM3 publicado em 1980. As forças-tarefa seguiam os modelos da medicina baseada em evidências e os critérios psicanalíticos, que não podiam ser testados empiricamente, foram descartados.
Essas mudanças foram concomitantes com avanços significativos no campo das neurociências, na melhor compreensão do funcionamento dos neurotransmissores, no estudo das neuroimagens e, especialmente, no grande desenvolvimento dos psicofármacos.
O fator econômico também pesou nessas mudanças, configurando o que Eisenberg chama de “monetarização” da medicina. A preocupação com a redução dos custos dos tratamentos assume uma importância decisiva, seja no âmbito do orçamento público ou no setor privado das empresas de seguro-saúde, impondo tratamentos rápidos e baratos. Ficam assim priorizados os tratamentos farmacológicos e as terapias de curto prazo, como a terapia cognitivo-comportamental. Nesse contexto, as terapias de base psicanalítica, mais longas e de difícil avaliação, ficaram inviabilizadas .
Essas mudanças restauraram a autoimagem da psiquiatria, que finalmente podia sentir-se tão “séria” e “cientifica” quanto às demais especialidades médicas. “Estivemos por tanto tempo expostos ao ridículo por colegas médicos e cirurgiões – que nos viam como curandeiros ou pensadores amalucados – que muitos de nós procuraram a respeitabilidade profissional aderindo a um modelo reducionista da doença mental. Trocamos a psiquiatria sem cérebro da primeira metade do século XX pela psiquiatria sem mente da segunda metade” – diz Eisenberg.
Com isso a psiquiatria reduziu sua dimensão psicológica, provocando alguns vieses. O maior deles é a perda da subjetividade do paciente, que passou a ser visto como alguém que sofre um desequilíbrio neuroquímico a ser medicado. Numa consulta psiquiátrica, queixam-se os próprios pacientes, o que parece importar é seu comportamento e a contabilidade estatística de seus sintomas, ficando esquecidos sua vida pessoal, seus relacionamentos, seus problemas.
Por outro lado, a primazia dada à medicação na terapêutica em detrimento da psicoterapia levou a uma crescente medicalização da vida cotidiana. Diz Whitaker – “Nos Estados Unidos os gastos com drogas psiquiátricas aumentaram de cerca de 800 milhões de dólares em 1985 para mais de 40 bilhões em 2011, evidência de como o diagnóstico de transtorno mental e a prescrição de medicação psiquiátrica se expandiram dramaticamente desde a publicação do DSM4 , . A importância dos psicofármacos na clinica instalou graves questões éticas e conflitos de interesse trazidos pelas nem sempre transparentes relações entre o establishment psiquiátrico e a indústria farmacêutica. Além disso, a preocupação com os diagnósticos ditos “científicos” levaram às severas distorções configuradas no DSM5, como mostra Frances .
A psiquiatria desligou-se, espero que temporariamente, do saber teórico clinico da psicanálise, que tanto tem a dizer sobre a relação transferencial médico-paciente, a técnica de apreender sua intimidade através da escuta, além dos procedimentos terapêuticos individuais, grupais, familiares e institucionais.
Penso que deveríamos lutar para recuperar a proximidade que já existiu um dia entre a psiquiatria e a psicanálise. A meu ver um dos obstáculos a serem superados para a consecução desse objetivo é a questão da cientificidade da psicanálise .
Perrés afirma que a ideia de que a psicanálise é uma pseudociência advém de filósofos positivistas, que propõem definições do que é ciência, usando unicamente o modelo das ciências duras, (hard sciences, ciências exatas).
Hoje os epistemólogos não defendem a existência de uma única ciência e um único método científico. Pensam em diferentes formas de cientificidade e distintas abordagens epistemológicas em função das características das disciplinas em pauta. Há diferentes formas de produzir conhecimento, dependentes de métodos particulares. As ciências duras (exatas), desdobram um saber científico, as disciplinas discursivas, geram um saber narrativo. A história e o direito, a sociologia, a antropologia e a própria economia, como a psicanálise, produzem um inestimável saber sobre o homem e esse conhecimento não pode ser descartado por ele não ser quantificado, reproduzido ou equacionado em termos estatísticos.
A crença de que existe uma total objetividade na relação entre o objeto de conhecimento e o sujeito cognocente (observador), ou seja, que a observação científica seja isenta e objetiva, que dela estejam excluídos interferências subjetivas por parte do observador, é hoje considerada um mito, o mito da objetividade totalmente desinteressada do cientista e da ciência, que nega a realidade de sua inserção sócio-política e subjetiva.
Perrés afirma que Freud na verdade introduz uma verdadeira revolução epistemológica ao propor o contrário da posição positivista. Freud postula não só que na relação objeto de conhecimento/sujeito cognocente não existe o mito da objetividade como incorpora na observação científica a subjetividade do observador, criando um novo campo pesquisa. Mais ainda, mostra como o próprio observador, o sujeito cognocente, está cindido pelo Inconsciente, e somente tendo conhecimento desta sua dimensão terá acesso aos processos de conhecimento de si-mesmo e do outro.
Freud diz que o pensamento científico se opõe ao pensamento religioso. A religião é a verdade revelada por um ser supremo. A ciência não é uma verdade revelada: é um corpo de conhecimento produzido pelo homem, num trabalho paciente, sempre incompleto, preso ao regime do ensaio e erro, submetido à necessidade de correção,
Por esse critério, a psicanálise está dentro do campo da ciência, mesmo que, como disse Freud, a especificidade de seu campo faça com que seus trabalhos “científicos” se assemelhem mais a contos e romances do que aos trabalhos das demais áreas. Entretanto, artigos recentes, produzidos dentro da metodologia predominante, mostram a eficácia das terapias dinâmicas e questionam a efetividade das TCC .
Penso então que a psicanálise está no momento em certo ostracismo na psiquiatria não por seu saber ter sido contestado, mas em função de determinados critérios de cientificidade, da imposição de diagnósticos que privilegiam o comportamento e a contabilidade dos sintomas e de tratamentos centrados na medicação e nas terapias de curto prazo, que atendem às pressões por baixos custos públicos e privados.

Assim como na psiquiatria, a psicanálise também perde aparentemente seu lugar proeminente no campo da cultura.
Para compreender esse fato é necessário apontar para algumas das alterações ocorridas nas ultimas décadas nos costumes sociais.

Minorias longamente oprimidas tiveram um definitivo suporte na luta contra discriminações com o estabelecimento da Carta dos Direitos Humanos (1948). Negros, mulheres e homossexuais desenvolveram agendas e militância política de grande força e conseguiram importantes mudanças legais e comportamentais, descriminalizando condutas e impondo o politicamente correto. Nessa luta, feministas e LGBT tiveram o auxílio dos avanços da tecnociência, que estabeleceram métodos anticoncepcionais seguros e possibilitaram profundas intervenções no corpo. A pílula libertou a sexualidade da mulher, até então restringida pelo risco de gravidez. A tecnologia alterou as modalidades da reprodução humana (inseminação artificial, fertilização in vitro, implantação do ovo em barrigas de aluguel, etc.), a ponto de, estritamente falando, sua realização prescindir da forma biológica natural, configurada pela cópula de dois seres de sexos opostos.
Além disso, os avanços da medicina, através da manipulação hormonal e de novos procedimentos cirúrgicos, propiciaram alterações radicais no corpo, tornando viável até mesmo a mudança de sexo. O Viagra devolveu a sexualidade para aqueles que a julgavam perdida.
Acompanhando estas transformações, os costumes passaram a aceitar novas formas de organização familiar, como as famílias reconstituídas após o divórcio, a união estável protegida pela lei e a união civil homoafetiva, que abriu espaço para que pares homossexuais postulassem uma nova forma de parentalidade, através da adoção de filhos ou da concepção através de recursos tecnológicos, quando os gametas doados por terceiros ou por um dos interessados são fertilizados in vitro e implantados posteriormente num útero de aluguel ou de um dos cônjuges, no caso de um casal de lésbicas. Hoje temos famílias monoparentais, multiparentais, homoparentais.
As mudanças na organização da família introduzidas pela tecnociência reforçaram o declínio da figura paterna, tal como descrito por Roudinesco . Para ela, a deposição e decapitação do rei na Revolução Francesa foi um golpe simbólico decisivo no poder paterno. A estrutura familiar patriarcal – na qual o pai é o representante de Deus e do rei – perdeu sua estabilidade e vem definhando desde então, fenômeno acompanhado pelo gradual empoderamento da mulher. Como vimos, atualmente grande número de famílias não é mais regido pelo pai, cujo poder é compartilhado com outras figuras parentais, quando não substituído pelo poder materno. Sob esse prisma pode ser visto também a contestação da autoridade ocorrida 68, com a revolta dos estudantes na França, o movimento hippie e pacifista contra a guerra no Vietnam, a liberação sexual.
De certa forma, com o enfraquecimento do pai e o empoderamento da mãe, transitamos de Édipo para Narciso.

Ao mesmo tempo, ocorria uma mudança na ética do capitalismo. Em seus primórdios, como propõe Weber, ele seguia a ética do calvinismo, que impunha ascetismo, abnegação, poupança e esforço de produção. O capitalismo hoje estabelece um mandado oposto, não se deve poupar e sim consumir . Há uma conclamação para que se goze a vida, para que todos satisfaçam seus desejos. Todos têm “direito de ser feliz” e essa felicidade é apresentada como a posse de bens de consumo. Tais ideias são apregoadas através de eficazes técnicas de propaganda muitas vezes derivadas de conceitos psicanalíticos , que manipulam as massas ao lhes vender a ilusão de que adquirindo bens de consumo se conseguirá a tão almejada completude. Em termos analíticos, o objeto perdido (o falo) deixa de ser inalcançável e pode ser adquirido em qualquer loja. Como essa é uma promessa impossível de ser cumprida, desencadeia-se nas massas uma insatisfação ressentida, uma frustração frente ao engodo que sofreram e que é diagnosticada como “depressão”, e, como tal, medicada, para regozijo da big pharma.
Mais recentemente, a globalização rompeu fronteiras geográficas e culturais, universalizando não só a economia, como hábitos e costumes. A internet – que tem provocado uma revolução cuja grandeza aos poucos vamos apreendendo – dissemina conhecimento, imagens, informações, desinformação e muita pornografia.

No meio de tantas mudanças, a psicanálise estaria falando de realidades que não existem mais? A psicanálise é uma crença que vigorou por cem anos e se extinguiu à luz da ciência? É uma velharia a ser depositada num museu? O complexo de Édipo pressupõe uma família patriarcal autoritária? Como ficaria ele nas famílias de hoje?

Ataques mais diretos à psicanálise foram feitos pelo chamado “Freud bashing”ou “Freud wars”, liderados por Frederick Crews nos anos 80-90 nos Estados Unidos, cujos equivocados argumentos foram retomado na França com o famoso “Livro Negro da Psicanálise” (2005). Da mesma forma fizeram as feministas dos anos 70, que a viam como uma teoria machista, misógina e patriarcal. Mais recentemente, os grupos LGBT tiveram atitude semelhante, acusando os psicanalistas de preconceituosos por se recusarem a vê-los como praticantes de variantes legítimas da sexualidade. Radicalizando esse pensamento, a “queer theory” afirma que a teoria psicanalítica impõe uma heterossexualidade normativa, patologizando as demais vertentes da sexualidade. Enquanto a psicanálise insiste nas consequências psíquicas das diferenças anatômicas sexuais, os novos teóricos afirmam que o complexo de Édipo é apenas uma modalidade de relacionamento próprio de um determinado tipo de família e não uma estrutura universal.

Vê-se então que a psicanálise encontra-se no meio de um fogo cruzado, atacada por uns como pseudociência, e por outros como preconceituosa, defensora de valores patriarcais ultrapassados, politicamente conservadora e reacionária.

Como lidar com tais acusações?

Em primeiro lugar, avaliando se são pertinentes ou não. É verdade que a realidade hoje nos oferece questões que parecem colocar em cheque alguns pontos de nossa teoria, o que nos obriga a reformulá-los ou depurá-los de ideologias e preconceitos que poderiam tê-los distorcido.
Concomitantemente, devemos ter em conta que o fato de alguns valores serem dominantes numa certa época não lhes confere legitimidade e veracidade.
Sabemos que fatores político-sociais podem desencadear graves ataques à psicanálise não por ela estar equivocada, mas pelo contrário, pela veracidade intrínseca de seu saber. É o que ocorreu com o nazismo, que a perseguiu e quase a exterminou.

De minha parte, penso que a psicanálise está na contramão do espírito do tempo. O que é muito paradoxal, dado ter sido ela mesma uma das forças que forjaram esses novos tempos. A psicanálise, que esteve sempre na vanguarda, agora se vê obrigada a assumir um lugar que parece retrógrado e reacionário.

Porque a psicanálise está na contramão? Porque enquanto a ideologia do consumo e a liberação dos costumes sexuais propagam a plena e imediata realização dos desejos, alimentam o narcisismo, a fantasia onipotente, a negação de perdas e limites inerentes à vida, a psicanálise diz o oposto. Para vivermos em sociedade, é necessário reprimir ou sublimar nossos desejos sexuais e agressivos. É preciso abandonar a onipotência e superar o narcisismo, aceitar o outro em sua alteridade, entender que o desejo nunca se satisfaz, pois o que em última instância ele busca é a completude e a totalidade do sentimento oceânico, a fusão paradisíaca com a mãe. É justamente desse desejo que devemos abdicar, aceitar sua perda, fazer seu luto. Nisso se constitui o que chamamos de “castração simbólica”, que permite a transição do principio do prazer para o principio da realidade, indispensáveis para que possamos crescer, ter autonomia e constituir-nos como sujeitos.

Estar nessa posição não significa que a psicanálise tenha perdido seu vigor. Sua vitalidade se constata na pujança de sua produção teórica, patente nas inovações trazidas por Melanie Klein e seus discípulos, Winnicott, Rosenfelt e Bion, e, mais recentemente, no forte impacto trazido por Lacan. São mostras de um pensamento vivo e em expansão.

Outra evidencia de sua atualidade é a defesa que lhe faz Jacques Derrida, tido por muitos como um dos filósofos mais importantes dos últimos tempos. Sua obra foi profundamente influenciada pela psicanálise e a “desconstrução”, procedimento que criou para a compreensão dos fenômenos socioculturais, segundo René Major, é um prolongamento de psicanálise .

Derrida diz que mais do que nunca o pensamento psicanalítico é necessário para entendermos as grandes questões socioculturais que nos atormentam, desde que a evidente irracionalidade que nelas se detecta aponta para uma dimensão inconsciente que somente a psicanálise tem instrumentos para abordar.
Em contrapartida aos ataques que a psicanálise tem recebido no correr de sua historia, é reconfortante saber que desde o inicio ela contou com uma formidável aliada. A arte. A arte lhe tem sido fiel desde sempre. Se ainda não temos padrões epistemológicos precisos para aferir a verdade de seu saber, ela fica de pronto evidente no contato com as produções artísticas, especialmente a literatura. Muito antes de Freud, os grandes escritores descreviam os conflitos psíquicos inconscientes, entendiam a ambivalências e a contradição interna com as quais nos debatemos. Shakespeare dizia que o sonho é a matéria da qual nós homens somos feitos. Não poderia haver uma formulação mais precisa sobre a importância do inconsciente no acontecer humano.

Concordo com Eli Zaretsky quando diz que o pensamento de Freud ficou “obsoleto” por razões circunstanciais que nada têm a ver com seus méritos intelectuais, com a verdade: “Sua plausibilidade foi minada pela dinâmica do capitalismo de consumo, a ambição comercial da indústria farmacêutica e das companhias de seguro saúde, a abertura da esfera pública para qualquer clamor sensacionalista, não importa quão mal fundado seja, a política de gênero e sexualidade e as mutantes significados da vida privada” .
Uma evidência de como a “obsolescência” da psicanálise decorre de circunstâncias políticas e socioeconômicas alheias a seu valor intrínseco é sua grande expansão na China, contexto socioeconômico bem diferente do nosso. Isso, por sua vez, mostra a universalidade das descobertas freudianas, aplicadas numa realidade cultural distante do judaico-cristianismo que as viu nascer.
A psicanálise não morreu e consequentemente não ressuscitou. Ela continua viva e, mais do que nunca, necessária. Segue seu caminho, confiante na verdade de seu saber, com os altos e baixos produzidos por previsíveis resistências. Ao contrário de temer por seu fim, penso que ela mal começou a ser entendida e aplicada adequadamente. Os ataques que recebe não deixam de ser evidencia de sua força e prova de sua resistência.

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