Cinema por Sergio Telles

Sobre o filme “Meu amigo hindu”, de Hector Babenco

MEU AMIGO HINDU, de Hector Babenco Sérgio Telles “Meu amigo hindu”, novo filme de Babenco, retoma uma questão de grande interesse em artes narrativas como literatura e cinema, que é a importância dos elementos biográficos na obra do autor, a maneira como transita entre ficção e realidade. Mais do que

Sobre “Julieta”, de Almodóvar

Sobre JULIETA, de Almodóvar (*) Sérgio Telles “Julieta”, o último filme de Almodóvar se afasta completamente dos excessos presentes em seu estilo kitsch e em seu universo ficcional, habitualmente povoado por personagens beirando a marginalidade e a criminalidade, vivendo situações emocionais de alta voltagem e problemas ligados ao gênero sexual.

Considerações sobre “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert

Considerações sobre “Que horas ela volta?”, filme de Anna Muylaert (*) Sérgio Telles “Que horas ela volta”, filme de Anna Muylaert possibilita várias leituras. A primeira e mais evidente é a político-social. O enredo gira em torno de uma família de classe média alta, constituída pelo casal parental (José Carlos

“Curtindo a vida adoidado”, hoje

“Curtindo a vida adoidado”, hoje (*) Sérgio Telles “Curtindo a vida adoidado” (Ferris Bueller’s Day off), de John Hughes, completa 30 anos esse mês, o que motivou comemorações públicas em Chicago, onde a história se passa. Sucesso de público e crítica, o filme é uma boa comédia sobre a adolescência,

Sobre “Prova de coragem” de Roberto Gervitz

Prova de Coragem, de Roberto Gervitz (*) Sérgio Telles Não é fácil a transposição de um romance, concebido em linguagem escrita e com estrutura narrativa especifica, para a linguagem visual do cinema. Mas Roberto Gervitz tem-se saído bem nessa empreitada. Em 1987, realizou “Feliz Ano Velho”, grande sucesso de público

O PSICANALISTA VAI AO CINEMA III

APRESENTAÇÃO O PSICANALISTA VAI AO CINEMA III, DE SÉRGIO TELLES Em “O psicanalista vai ao cinema – volume 3” (Editora Zagodoni, 2016) mantenho o objetivo de seus predecessores, ou seja, divulgar psicanálise através da interpretação de filmes. Consta de 22 textos, muitos deles publicados em diferentes lugares, nos quais discuto

NOSTALGIA (1983), de Andrei Tarkovsky

Andrei Tarkovsky, um dos maiores cineastas russos, fugiu com a mulher para o Ocidente em 1983, deixando na União Soviética o filho que só reencontraria em 1986, ano de sua morte precoce aos 54 anos. Oficialmente atribuída a um câncer de pulmão, muitos a viram como um assassinato realizado pela

“Eu, mamãe e os meninos”, de Guillaume Gallienne,

“Eu, mamãe e os meninos” (Les garçons e Guillaume, a la table!, 2013), de Guillaume Gallienne Sérgio Telles O filme é uma obra de Guillaume Gallienne, que escreveu o roteiro, interpretou dois papeis (o dele mesmo e o da mãe) e dirigiu. Foi exibido no Festival de Cannes de 2013

“A grande beleza”, de Paolo Sorrentino

“A grande beleza”, de Paolo Sorrentino Sérgio Telles Apesar da incontestável originalidade, o premiado filme de Paolo Sorrentino segue uma nobre tradição do cinema italiano que passa por Rosselini (“Roma, Cidade Aberta”), Antonionni (“A noite”) e especialmente pelo Fellini de “La Dolce Vita”. O filme está centrado no personagem Jep

Depois de Lucia, um filme quase insuportável

“Depois de Lucia”, de Michel Franco – um filme quase insuportável Sérgio Telles É quase insuportável assistir “Depois de Lucia”, filme do mexicano Michel Franco que recebeu o prêmio “Un certain regard”, no festival de Cannes de 2012. Não por ser um filme ruim mas pela dureza com que Michel

Hannah Arendt, de Margareth von Trotta – um filme de aventura

“Hannah Arendt”, um filme de aventura (*) Sérgio Telles O filme de Margareth von Trotta sobre Hannah Arendt está centrado sobre as violentas reações, especialmente por parte do establishment judeu norte-americano e israelense, desencadeadas por suas reflexões sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, ao qual assistiu como enviado especial da revista The